sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

É Carnaval...

... São três dias de folia e brincadeira/você pra lá eu pra cá/até quarta-feira... Essa festa não é onvenção de brasileiro não. Tem raízes na idade média, chegou na Europa e se expandiu pelo resto do mundo. Veio para o Brasil com o nome de "entrudo" dado pelos portugueses. Algumas particularidades do carnaval de nossos dias mantém os nomes e significados surgidos na Itália a partir do século XVIII. Por exemplo: a máscara (bauta)- que era de uso orbigatório nas festas e lugares públicos; o confete (confetti)- que era feito de grãos açucarados e depois substituido por papeis coloridos; corso- que recebeu o nome da rua onde se realizavam as festas públicas na capital italiana. No final do século XIX o carnaval acontecia no Rio de Janeiro, quando a rua do ouvidor, palco da aristocracia da época era tomada por uma leva de pessoas que se juntavam com diversos propósitos. Havia os mascarados e os Zé-pereiras que brincavam de forma barulhenta pelas rua. Outras pessoas ficavam nas sacadas dos prédios observando os foliões. No ano de 1840 acontecia o 1º baile de carnaval no Rio de Janeiro. A músic a "Ô ABRE-ALAS", composta por Chiquinha Gonzaga, foi considerada a primeira música do carnaval brasileiro. Também no século XIX surgia no Recife um ritmo que permanece até hoje no gosto do povo - o FREVO. Já em 1917 foi gravado o 1º samba "PELO TELEFONE", de Mauro de Almeida e Donga. Na Bahia, em 1950, foi inventado o duo elétrico por Dodô e Osmar que no carnaval seguinte recebeu o nome de trio elétrico. Meu primeiro contato com o que eu imaginava ser o carnaval carioca aconteceu através do filme Orphée Noir que no Brasil recebeu o nome de ORFEU DO CARNAVAL, uma produção franco-brasileiro, com direção de Marcel Camus e texto de Vinicius de Moraes. Ganhador da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro que dividiu com outros três filmes da época. O enredo conta a história de um sambista que mora no morro e se apaixona por Eurídice, uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro fugindo de um estranho fantasiado de Morte. Uma das músicas que mais me chamaram a atençaõ no filme foi Manhã de Carnaval de Luiz Bonfá. Porteriormente, Cacá Diegues lança o filme Orfeu baseado na peça Orfeu da Conceição de Vinucius de Moraes.Posteriormente, na década de 70, vim conhecer o carnaval do Rio de Janeiro quando o desfile acontecia na Av.Presidente Vargas, e mais aberto ao povo em geral. Tudo isto me deixa saudades quando nos dias de hoje vejo a comercialização dessa festa através de seus desfiles grandiosos e seu distanciamento daquele carnaval de rua tão mais autêntico e espontâneo. Sem falar no carnaval dos clubes e agremiações onde se dançava ao som das marchinhas carnavalescas com seu ritmo contagiante.E não pensem que faz tanto tempo assim...tudo isto aconteceu ONTEM....Beijos, Elbia

Um comentário:

No soup for you disse...

Elbia também é cultura, hein? :-P Beijos pra minha foliã favorita!